"ISTO É QUE É UM FADO! "

Teatro de Revista

 

aberturaApesar de um vasto leque de opções, O GRUTEPO - GRUPO DE TEATRO DO PORTO optou por prosseguir, mais uma vez, pelo Teatro de Revista, porque pensamos que a Revista à Portuguesa, além de ser um Teatro que engloba todas as vertentes da representação, é de todos o que mais agrada ao grande público. Aquele público que não tem possibilidades de aceder às grandes salas, nem compreender o ”outro género” de teatro que se vai fazendo por aí, istoquanta vez apenas para mostrar que se é mais culto, vanguardistas ou, simplesmente, diferente.

A nossa postura, no entanto, é unicamente poder proporcionar a esses milhares de pessoas, a possibilidade de usufruírem de espectáculos francamente interventivos, mas ao mesmo tempo alegres e acessíveis. Espectáculos feitos com o espírito, o altruísmo e a total entrega dos actores amadores, que cada vez são mais raros, e que nascem e se desenvolvem no meio de grandes dificuldades que são, afinal, a sua razão de existir e o verdadeiro rosto da alma do teatro de amadores. Talvez por isso, seja quase premonição o título desta nossa Revista à Portuguesa, viuvaporque, em qualquer canto e em qualquer ocasião, não é difícil ouvir alguém dizer por aí, quando alguma coisa na vida corre mal, “ISTO É QUE É UM FADO!”, ou seja, isto é que é um raio de um destino! Afinal o destino português de que tanta vez se falou e fala na nossa História comum.

Nesta Revista, composta por 18 Quadros, que incluem bailados, canção e, como não podia deixar de ser, o nosso fado, em cerca de duas horas, pegamdivasos em temas que a memória colectiva não esquece, tais como, ROMEU E JULIETA, A VIUVA NEGRA ou o LAGO DOS CISNES, e parodiaremos, construtivamente, as vidas e as várias situações do dia a dia da pessoa mais comum, mostrando a rir alguns dos seus fantasmas e frustrações perante a vida. Noutros casos, como A NACIONALISTA, criticaremos com acutilância, mas muita graça, o facto de Portugal ser um País que importa quase tudo o que consome, perante a letargia dos nossos governantes e empresários, face à constante avalanche de produtos chineses, e não só, no nosso nacionalistamercado.

E porque a alegria é um bem precioso, não deixaremos também de aflorar a vida de pessoas famosas, da política, da nossa religião, dos nossos usos e costumes, e de muitas outras situações comuns a qualquer mortal, com o é o caso de AS DIVAS, O SANTO SEM NOME, O BITÓ, as PAULITEIRAS, AS OBRAS NA CAPELA e APITADELAS. Antes da apoteose final, apitadelaassistiremos ainda a TUDO ISTO É FADO, uma evocação hilariante das Grandes Noites de Fado, onde os concorrentes fazem tudo para saírem vencedores.

E como o riso ainda não paga imposto e é um antídoto barato e muito eficaz para combater o “cinzentismo” que nos atrapalha a vida, esperamos que “ISTO É QUE É UM FADO!”, com Textos de FERNANDO CAMPOS DE CASTRO e Música de VITOR JOSE, cative e encante todo o público que continua a não deixar morrer a Revista à Portuguesa.

O Autor
Fernando Campos de Castro

 

 

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Da autoria de Isabel Forte
"O Clube dos Rapazes do Outeiro"

 

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